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Dinheiro sem Estresse

“Ganharás o pão com o suor do teu rosto; entre esforços comerás o resultado do teu trabalho.”

Eis aqui o início da nossa crença que une trabalho ao sofrimento e dinheiro ao estresse.

Eis aqui o início da nossa crença de que trabalho deve ser algo penoso, desgastante, estressante.

Eis aqui o início da crença de que um trabalho com mais significado e propósito é utopia.

Trabalhamos pelo dinheiro. (?)

Trabalhamos para ter dinheiro. (?)

Muito dinheiro estressa!

Não ter dinheiro também!

Então o que estressa mesmo?

Talvez não seja o dinheiro em si ou a vontade/necessidade de tê-lo, mas sim, a maneira como nos relacionamos com ele e com as fontes que o provêm.

Acreditamos que para ter mais dinheiro precisamos fazer escolhas dissonantes aos nossos valores, propósito e ritmo de vida.

Acreditamos que para ter uma vida mais alinhada, significativa e com mais propósito precisamos abrir mão do dinheiro.

Será mesmo que precisa ser assim?

Dinheiro sem estresse…

Esse é o título da matéria em que participei na Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios neste mês de março. Não sabia que este seria o título,  não poderia ter sido melhor.

A crença de que trabalho e dinheiro precisam estar atrelados à dificuldade, sofrimento e estresse é uma questão que venho trabalhando há muito tempo.

Me formei em Psicologia em 2002. Para “dar conta da vida”, trabalhei 20 anos no mundo corporativo. Minha última ocupação foi  como gerente comercial em uma conceituada empresa do setor têxtil.

Nessa época (2010), a vida corrida e “estressada” me fez buscar por recursos para lidar de forma mais saudável com as demandas da rotina. Foi assim que começou a minha história com o Mindfulness.

Hoje tenho consciência de que praticar Mindfulness não é para você realizar um desejo, mas confesso que quando iniciei essa jornada, tinha um desejo enorme de “me livrar do estresse” e encontrar caminhos para ter mais saúde e qualidade de vida.

Aos poucos fui percebendo que a questão não era fazer algo para mudar o que estava “fora” e sim, compreender e acolher o que estava “dentro”.

Comecei a perceber que meus problemas eram causados, não pelo meu emprego, meus relacionamentos, mas sim, pela maneira como eu os enxergava e me relacionava com eles.

Percebi que minhas frustrações eram causadas não pelas faltas, mas pelos meus apegos e dependências.

Com o Mindfulness pude acolher minhas fraquezas e defeitos. Pude me conectar com minhas qualidades inatas.

Parei de olhar os defeitos do meu corpo e aprendi a amar cada parte que me compõe como Ser nesta vida.

Pude me libertar, libertar as pessoas e as situações das minhas expectativas ou pelo menos ter mais consciência quando estou fazendo isto. rs

Desenvolvi um olhar mais realista sobre a vida, sobre os acontecimentos e sobre as minhas possibilidades.

Quando comecei a praticar Mindfulness realizei um desejo que não era o consciente, mas era o que eu realmente buscava: cultivar uma vida mais significativa e feliz.

E assim com esta perspectiva transformada, em 2012, percebi que onde estou a cada momento é uma escolha e responsabilidade minha. Percebi que um outro mundo me esperava, o mundo onde eu poderia alinhar minha vida pessoal e profissional. Um mundo onde eu poderia atuar com a profissão que escolhi por amor (psicologia), um mundo onde eu teria um trabalho com mais propósito e significado.

A princípio minha escolha ainda estava ancorada no paradigma de que escolher viver uma vida com mais propósito e significado era escolher abrir mão do dinheiro.

Mesmo assim, retomei os estudos para voltar a atuar no consultório e me joguei de cabeça no mundo do Empreendedorismo. Fiz muitos cursos, participei de eventos, fiz muitas mentorias… mas com o tempo notei que no ambiente do empreendedorismo o paradigma continuava o mesmo!

Seja foda o tempo todo!

Trabalhe 24 horas do seu dia!

Sucesso não vem para os fracos!

O ciclo estava se repetindo: comecei a questionar as ações em prol dos meus valores, questionar as estratégias em prol da vida pessoal e profissional mais alinhada; e eu me vi novamente questionando o que eu estava fazendo e o caminho que escolhi.

Então, firme em minhas práticas de mindfulness, conectada com meu propósito e com a minha visão de mundo, resolvi abrir mão de uma vez por todas desta busca pelos resultados ditado pelo externo como o certo e o ideal.

Ou eu fazia do meu jeito e construía o meu caminho de forma coerente e autêntica ou não teria sentido seguir adiante.


Assim a Escritório do Futuro foi se constituindo, se modelando nesta minha vontade de criar uma vida significativa, que  me trouxesse realização e fizesse algo de valor para os outros, que transformasse esse paradigma que está adoecendo muitas pessoas: Dinheiro a qualquer custo!

Depois de muito tempo, de muita busca, de muita abertura, de muita persistência em acreditar que era possível, eu encontrei a minha fórmula de dinheiro sem estresse.

Mudei os meus parâmetros, mudei minha forma de consumo, limpei os excessos, aprendi a dar mais atenção para o meu bem-estar e para fortalecer os valores da minha vida: ter mais tempo e liberdade para o que eu realmente valorizo.

O dinheiro parou de ser uma meta e transformou-se em uma consequência do meu trabalho, um recurso para a minha sustentabilidade e para as coisas que quero fazer.

E mais uma vez a prática de mindfulness me ensinou que para ter uma vida com mais propósito e significado eu não posso ter como parâmetro o que vem de fora. Preciso estar verdadeiramente conectada com meus valores, com minha essência e validar o que eu acredito como saudável e próspero para a minha vida.

Não importa se você está no mundo corporativo ou se você empreende em seu próprio negócio, para ter mais saúde, bem-estar e realização pessoal, precisa tomar as rédeas  das suas métricas e do que realmente importa para você!

Reconhecer e validar os seus limites, reconhecer e fortalecer as suas habilidades e virtudes.

Você precisa criar o seu próprio caminho do “dinheiro sem estresse”.

Hoje meu trabalho me traz alegria e contentamento todos os dias.

Hoje, ao invés de reclamar de algo e me estressar porque as coisas não saem como eu espero, procuro tentar entender o que preciso aprender, o que posso transformar e o que preciso aceitar mediante cada desafio.

Sei que um trabalho com significado e propósito não é livre de problemas e desafios, mas posso lidar mais saudavelmente com isto em minha rotina.

Hoje, saí do paradigma de que o dinheiro precisa vir com o suor do meu trabalho, e acredito no paradigma de que posso viver do fruto do meu trabalho, ser feliz e próspera.

E você? 

Acredita que é possível dinheiro sem estresse?

Sob qual paradigma está vivendo?

A propósito, fica aqui o convite para ler a revisa PEGN do mês de março que foi totalmente feita por mulheres, para as mulheres.

Tem histórias incríveis por lá!

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