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Uma Mente Distraída é uma Mente Infeliz

A cena é bastante familiar para alguns: de repente você percebe que sua mente estava muito longe de onde você está e do que está fazendo. Muito longe de estar vivendo o momento presente. 

Já aconteceu de você notar que sua comida havia acabado e você mal “registrou” a refeição? 

Nem sentiu o gosto da comida direito? 

Você já se esforçou para lembrar se havia mesmo trancado a porta de casa ou se já havia tomado um remédio, por que na hora em que você estava fazendo isso, você estava no piloto automático e sua mente estava em outro lugar? 

Às vezes você se esquece de conversas, de tarefas, datas ou compromissos? 

E o quanto isso te afeta ou incomoda? 

O quanto isso te prejudica?

Dificuldade para focar e estar no momento presente.

Pensar demanda muita energia, só o nosso cérebro é responsável pelo consumo de 20% da nossa energia metabólica. Muitas vezes o cansaço mental advindo do excesso de pensamentos nos deixa sem energia.

O excesso de pensamentos, ou overthinking, em inglês, é bastante comum e afeta muita gente, muitas vezes levando a quadros de ansiedade ou depressão, por se tornarem pensamentos obsessivos ou preocupações exageradas em relação à realidade, podendo trazer bloqueios mentais, problemas de concentração e um estado constante de estresse e sensação de infelicidade.

Um estudo realizado em 2010 por Matthew Killingsworth e Daniel Gilbert, psicólogos de Harvard, mostra que as pessoas gastam em média 47% de seu tempo acordadas divagando, pensando em coisas que não têm relação com a atividade que estão realizando no momento. O ser humano dispende muito tempo contemplando eventos do passado ou visualizando possibilidades e fantasiando dobre o futuro, pensando em que coisas que podem acontecer, mas também em coisas que podem chegar a nunca se concretizar. E esse parece ser o modo de funcionamento padrão do cérebro humano.

A habilidade de conseguir pensar no que não está acontecendo é uma grande conquista cognitiva, é uma conquista positiva do ponto de vista evolutivo, mas vem com um custo emocional. Os autores da pesquisa afirmam que uma mente humana é uma mente que divaga, e uma mente que divaga é uma mente infeliz.

A pesquisa foi realizada com mais de 2200 voluntários, com idades entre 18 e 88 anos e representantes de diversas realidades socioeconômicas e profissões. Os participantes usaram um aplicativo desenvolvido pelos pesquisadores e eram perguntados em intervalos aleatórios de tempo sobre o que estavam fazendo naquele momento, o quão felizes estavam se sentindo e se o que estavam pensando sobre suas atividades era agradável, neutro ou desagradável. Os resultados mostraram que as pessoas passavam cerca de 47% distraídas, pensando em outras coisas que não o que estavam fazendo no momento. A distração da mente, a divagação, era constante entre os participantes e nas diversas atividades que estivessem executando. A exceção ocorria quando os participantes se exercitavam, faziam sexo ou estavam engajados em uma conversa, nessas atividades o nível de distração diminuía e as pessoas estavam mais focadas no momento presente.

Em contrapartida, os momentos em que as pessoas se descreviam mais infelizes ocorriam no trabalho, nos momentos de descanso ou usando um computador em casa.

Com os resultados obtidos os pesquisadores afirmam que o quanto nossa mente se distrai e sai do momento presente, e para aonde ela vai, é um melhor indicador da percepção de felicidade do que quais atividades estavam sendo realizadas pelas pessoas. A infelicidade é uma consequência da distração e do excesso de pensamentos e não sua causadora.

Os pesquisadores apontam ainda o fato de que diversas tradições filosóficas e religiosas ensinam que a felicidade reside em estar vivendo o momento presente, em cultivar o estado de presença. Seus adeptos e praticantes treinam a mente para resistir às distrações e para interromper o fluxo de pensamentos incessantes, que muitas vezes trazem perturbações e preocupações irreais. Essas tradições nos sugerem que uma mente distraída é uma mente infeliz.

Para ajudar a lidar e gerenciar esse excesso de pensamentos, tão comum nos dias atuais e que podem trazer angústia, ansiedade e estresse, dentre outros problemas de saúde ou diminuição de foco e de produtividade, temos também que treinar nossa mente e trazer nosso foco para o momento presente. Reduzir as distrações, interromper o fluxo de “pensamentos ruminantes”.

O Mindfulness é uma técnica, uma filosofia e um modo de viver e agir que nos ajuda a nos ancorarmos no agora, de maneira consciente, cultivando um estado de presença que nos ajuda a gerenciar o estresse, lidar de maneira mais saudável e inteligente com nossas emoções, reduzir as divagações da nossa mente e, com isso, reduzir a ansiedade e o cansaço mental, aumentando nossa qualidade de vida e a nossa percepção de felicidade.

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